Méritos e Deméritos *editado_semanalmente [DESATIVADO]
   Albert Einstein

 Einstein

            Para mim, um  gênio. Norteou a física com deduções de fórmulas de um modo que  ninguém conseguiu. Mas, em minha opinião, isso não é o mais genial.  Não desprezo sua importância na física, nem teria como. É que um homem que se declara judeu apenas para ajudar a diminuir o preconceito –e a violência- com esse povo.

            Albert Einstein teve dificuldades para concluir o, equivalente hoje, ensino médio. Conseguiu graças aos auxílios de amigos.

            Einstein, além de inteligente, foi um humanista. Defendia ações pacíficas e buscava justiça Lutava abertamente contra a discriminação de classes oprimidas injuriadas. Isto é soberano.



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 01h48
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Ernesto Che GuevaraChe Guevara é um ícone político. Por isso, causa simetria em relação a si. A direita o trata-o como alguém desestruturado, enquanto a esquerda o idolatra, fazendo dele um mito. Nada disso. Nem oito, nem oitenta. Foi um grande guerreiro que expandia sua ideologia a procura de melhorar o mundo.

 Che não amava Cuba e sim, a revolução. Cuba era – será que ainda é?- amada por Fidel Castro. Che viajou juntamente com Alberto Granado pela América do Sul, encontrando-se apavorado com o desequilíbrio financeiro que via. Saiu da Argentina por não simpatizar com o presidente da época, Perón. Encontrou um mundo faminto e se propôs a mudá-lo. Trabalhou em diversos países da América Central, até que conheceu Raúl Castro, que é quem o apresenta a Fidel, seu futuro companheiro e líder da revolução.

Em sua viagem com Alberto Granado, Che foi a uma instituição cuidada por freiras visitar pessoas com leucemia. Para entrar, era regra das freiras que usassem luvas, apesar da doença não ser transmitida por contato físico. Che não aceitou e entrou sem luvas. Nesse gesto, ele foi mais caridoso do que as irmãs, pois deu algo àquele povo o que necessitavam: carinho. É evidente que as freiras foram mais importantes do que Che para aquele povo, mas a atitude dele naquele momento foi mais humana.

Guevara foi muito violento na revolução. Houve muito sangue na guerrilha. Defendeu com orgulho a América do Sul quando oprimida por os Estados Unidos da América. Eu ainda preferia que Guevara fosse pacífico.

Completam-se anos da morte do Che, que tem sido o que nunca pregou: símbolo para o capital. Ele que nunca lutou pela fama – não afirmo isto em relação a Fidel-, hoje sua imagem estampa camisetas, moletons, agendas, etc... Que nos sirva ao menos de inspiração a vontade de melhorar o mundo que tinha Ernesto Che Guevara e que batalhemos por nossa ideologia, tendo uma.

 Após a revolução, Guevara vai à Bolívia, contrariando a medicina, desafiando a asma. É morto a tiros lá. A partir daí, surge uma persistente dúvida que é ainda um divisor de águas: foi ou não traído por Fidel? Tudo indica que sim. O líder cubano combinou de deixar uma estrutura para uma revolução na Bolívia, o que, não foi encontrado por o jovem guerrilheiro e seu grupo de combatentes. Parece-me a versão mais aceitável, mas é duro acreditar que Fidel Castro tenha traído quem sempre teve FIDELidade. 



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 01h30
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   FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA

     Nos traduz esse almanaque que é o Brasil. Essa é a opinião de Oswaldo Montenegro sobre Chico Buarque. Essa é a verdade. Além de descobrirmos o Brasil, faz também conhecermos melhor o nosso íntimo. Por exemplo, quantas mulheres já refletiram e descobriram o seu sentimento que antes parecia indescritível?

            Chico nos oportuniza a termos uma das melhores músicas mundiais. Grandes parceiros teve para isso.

            As palavras estão sendo desgastadas nos últimos tempos, somente um grande poeta para ressuscitar a sua força. Devido ao mal emprego das palavras, hoje falta uma palavra de grande força e complexidade para definir alguém de tamanhas qualidades. Ainda prefiro GÊNIO, apesar do desgaste que esta vem sofrendo –talvez pela falta de gênios verdadeiros.

            Obra-prima, por exemplo, significa a melhor obra. Há quem tenha mais de uma. Como? Devido também, ao mal emprego das palavras. A obra-prima –a verdadeira- do Chico, eu não “atrevo” a escolher. Todo seu trabalho é de qualidade, assim, mantendo um alto nível em toda sua produção.

            Resolvi então falar de duas músicas. Escolhidas não por acaso, mas por terem me tocado muito nos últimos dias. “Eu Te Amo”, resultou de uma parceria com o “maestro soberano” Antonio Carlos Jobim. A música consegue atingir um local em nós que parece tão distante. Por um momento parece que vivenciamos aquilo tudo. Uma música muito bem letrada e com uma melodia bem trabalhada no piano.

            “Gente Humilde” resultou de uma música instrumental de Garoto e foi letrada por Chico e, basicamente, por o poetinha, Vinícius de Moraes. Uma melodia sensacional acompanhada de um bom arranjo e de uma letra espetacular. Este foi o resultado final. Música de chorar. E de refletir nossos julgamentos sobre “gentes humildes”.

            Além de músico, poeta, letrista, Chico Buarque entra para a prosa, seu sonho de menino. Em relação aos seus romances, Fazenda Modelo foi um desabafo de indignação “implicitamente explícito” em relação à ditadura. Em Estorvo, o autor demonstra de um modo atrativo, um romance bem entrosado com o título. Benjamim faz uma grande crítica, bem escrito.

            Mas Budapeste, dedicarei um parágrafo. Chico faz um excelente romance de ficção. Ele usa uma técnica antiga mas que se torna atual. Cada página prende mais o leitor. Desde sua capa, Budapeste é bem formulado de uma maneira inteligente. Uma boa leitura. Creio ser o melhor, me parece que o autor está mais maduro.

            Chico vem nos encantando a tempos. Eu ouço músicas do tempo que meus pais ainda eram solteiros e acho-as cada vez mais atuais. A tempos Chico Buarque faz alerta. Já avisava os passarinhos: o homem vem aí.

            O nosso GÊNIO anda fazendo silêncio. Muito inteligente sua atitude. Apesar de “perdermos” de ouvir suas entrevistas, há um motivo maior para sua quietude. Há quem diga que é por timidez, não acredito. Ele é tímido, mas não é em excesso. Em Chico Buarque confio, nunca me decepcionou. 

            Brincalhão, inteligente, genial. Assim é Francisco, Francisco Buarque de Holanda. A nós, leitores, resta apreciar a sua obra, saboreando-a. Mas resta também um pedido: querido Chico, por favor, continuas a nos escrever, pois cada material originado de ti, faz crescer a qualidade de nossa literatura. Prometemos: grudaremos em sua obra feito tatuagem, que é para nos dar coragem, para seguir viagem, quando a noite vem.



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 20h40
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