| |
Eleição
Época de eleição. E de ilusão. Essas palavras até rimam, de tamanho envolvimento. Por mais decepcionados com a administração atual ou a anterior, sempre resta uma esperança: agora vai mudar! Há quem diga que somente tolos pensam desta forma. Mas, como disse Mário Quintana, prefiro ser a esperança de muitos que a desilusão de um só.
Por intermédio de minha tia, fiquei sabendo que minha avó, que faria aniversário neste 1º de outubro, dizia que gostava muito de época eleitoral, pois cada pessoa vale um voto. Ninguém mais que isso, independente de classe política ou social. Fiquei muito emocionado ao saber disto. É pura realidade.
O que me entristece cada vez mais, é descobrir a compra de votos. Nas cidades do interior é ainda pior. Está escancarada. Falam abertamente: sábado tal partido irá distribuir sexta básica, amanhã o meu dará telhas ... E pior, alguns eleitores já estão achando normal, não consideram como um ato ilegal.
O fanatismo partidário está sendo priorizado. O meu partido, que dá amianto, não compra voto, mas o de oposição que dá uma caixa de chiclete, compra. Parece piada, infelizmente não é.
Os concorrentes a cargos não são os mais competentes, e sim, os mais populares.
Sempre digo que, se oferecerem algo por o voto, aceite, porém, jamais vote em quem fez este ato ilegal. Primeiro, porque se está comprando voto, não pode ter a intenção de concorrer só para ajudar o povo. Ou pode? Segundo que, aceitando, tira-se dinheiro de quem os compra e menos uma pessoa trocará seu voto por capital - pois você não votará em quem lhe ofereceu.
O que fazer? Ainda temos uma arma, o voto. Por mais minúsculo que se pareça, cada pessoa tem um. Tem-se que votar consciente que o candidato não é corrupto e, que não fará o melhor para sua região, e sim, para a cidade.
Não quero ser aqui um professor ensinando como votar. Isto é apenas um apelo, uma contribuição, para tentarmos uma sociedade mais honesta. É difícil? É. Mas como diz em um trecho do hino nacional brasileiro: verás que filho teu não foge à luta. Estou na luta contra a corrupção disfarçado de cronista. Estás comigo? Espero que sim!
Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 22h49
[]
[envie esta mensagem]
|
|