Méritos e Deméritos *editado_semanalmente [DESATIVADO]
   Obs:

               Desculpem a colocação de (risos) na crônica, é que blogueiro não tem duas chances em geral. Isto é para perceber minha ironia. A partir de agora, dispensarei os risoss, pois deduzo que o leitor - ao menos o mais assíduo- já percebe que tem crônicas que sou bastante irônico.

               O Natal acho uma belíssima data, temos que cuidarmos para não estragarmos-a



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 19h35
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   O Espírito - ou Fantasma!- natalino

                O espírito natalino tem se transformado em fantasma. Talvez por isso pessoas confundam a diferença – grande diferença!- entre espírito e fantasma, em ambos os sentidos. Tem-se que comprar o presente para o irmão, a mana, as sobrinhas, o filho e o marido.

                De repente, não mais que de repente, está-se em um engarrafamento. Poxa! Eu ainda tenho que comprar os presentes. Buzina. Empurra a mão na buzina. O motorista da frente já se irrita e sai do carro a gritar.

                O relógio parece andar duas vezes mais rápido. E o Papai Noel, duas vezes mais devagar. Agora está  tudo bem! Todos os presentes comprados, exceto o do marido. Uma gravata. Homem sempre adora gravata.

                Amarela? Não. Listrada ou lisa? Ai, estou sem cabeça para decidir. O vendedor escolhe. A noite todos bebem e comem, enquanto as crianças, em braile,  tentam descobrir os presentes.

                E isso é o espírito natalino. Detalhe: antes do jantar, ou melhor, da ceia, a Mamãe Noel resolve comprar um lanche. E sempre é descarregado no vendedor de hamburguer todo seu cansaço e stress. Está demorando! Para o outro já levou e eu que cheguei primeiro ainda não recebi.

                E toda a culpa é do atendente da lancheria. Ou do que atende no pedágio. Agora sim, isto é o espírito natalino. Que na verdade é o fantasma natalino – comprar presentes. Alguma família – e uma que outra solterona-, lembra-se de Jesus Cristo. Outros lembram-se no horário da prece:  Pedrinho, silêncio que vamos fazer a prece. Obrigado senhor por toda esta comida... mãe! Pedrinho, estou fazendo a prece. E por o dia de hoje que nós... Manhê! Pedrinho, por favor. Obrigado Senhor por tudo! Agora sim, pode falar filho. Já dá para abrir os presentes? Vamos comer primeiro.

                E a cada ano é esquecido a reflexão. Tudo por culpa do Papai Noel? Talvez. Mas como diz Machado de Assis: mudou o Natal ou mudamos nós? O apelo comercial tem sido muito intenso. É óbvio que não há problema em presentearmos quem gostamos. O problema é tornarmos o espírito em fantasma natalino.

                Então, um conselho: não seja atendente perto do Natal. Nem do pedágio e, tampouco, da lancheria. (risos)

O Natal é época de reflexão e mudanças pessoais. Rever conceitos. Comemorar a liberdade. É bom crianças crerem em Papai Noel, mas é mais do que interessante que ela creiam em Papai do Céu.

                Poxa! Olha só a hora! Esqueci. Ainda tenho que comprar o presente de minha afilhada.

     (risos)



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 19h32
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   Uma Tecnologia Não Tão Evoluída

               Fiz uma crônica sobre algo que inventei que é mais eficaz que a Yoga. Ele ainda não tem nome. Leitores assíduos saberão. Outros que não implorem, só reconto o método depois que patenteá-lo (risos). Aplicando minha invenção, vem um tema que há tempos quero escrever no blog.

                Mas não é que uma cena que vejo merece um escrito. E escrevi. Era algo com um pássaro e seus filhotes. E não é que gostei do escrito. E não é que meus “Es” estão excessivos. E não pude publicá-la. Sem contar que aumentei o desejo de escrever o tema inicial.

                Por que? Justamente o motivo de eu gostar do que escrevi que faz eu não publicá-lo. Se escrevo na Internet perco qualquer direito autoral. Não que eu pense que são grandiosos escritos, algo a ser guardado a sete chaves. Mas gosto deles e prefiro preservá-los.

                Sinto tristeza em não publicar os escritos (poesias, contos e algumas crônicas). Porém, infelizmente, a tecnologia devido sua velocidade, pecou em certo ponto. Sou a favor da Internet, entretanto, ela não dá à mim, segurança. Talvez a alguém que tenha mais conhecimento em informática ela dê. Mesmo assim, acredito que ninguém fica isento de ter o texto “roubado”. A não ser que antes de publicar, registre-os ( haja dinheiro para isso!).

                A respeito de tecnologia, o celular é um bom exemplo. Ele é a melhor e a pior invenção – o relógio também, por motivos diferentes... Achar o médico em um momento tenso, uma maravilha. Ligar da estrada para o SOS, maravilha. Ver crianças presa a eles como se fosse parte do corpo, uma porcaria. Ver a apelação e o jogo das empresas nos tornando-nos cada vez mais consumistas, porcaria.

                A televisão, atualmente, também não tem tido bom uso. Sou a favor dela, como sou a favor de não prender-se à ela. Santos Dumont decepcionou-se quando o avião foi usado para guerras. Mesmo assim, sou a favor do avião, ele tem grandes benefícios.

                Sou a favor da tecnologia sim, é claro. Só às vezes é bom cuidarmos para não termos invés de uma tecnologia avançada, uma tecnologia retardada. Não podemos avançar por um lado e retardar por outro.

                Poxa! Gostei desta crônica. E agora? Publicar? Sim. Vou preservar apenas a do passarinho...



Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 20h43
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