O Supremo Castigo
Eu conversava com uma criança que está começando a ler. Ela ainda está no pré e já começou a ler. Isto é bom ou é ruim? Cada vez crianças estão sendo mais exigidas e... Isto é assunto para uma outra crônica. Eu perguntava o que ela pensava ao ver as palavras antes de ler, se tinha vontade de saber o que estava escrito.
Ela diz a mim que algumas palavras ela já sabia. Sem deixar tempo para que eu lhe perguntasse alguma, ela me conta:
- Coca eu já sabia, claro né!
E quem não sabe identificar a Coca-Cola? Mesmo que esteja escrito em outra língua – até mesmo em húngaro-, quem não identifica Coca-Cola por suas cores, por o formato de suas letras? Isso tudo me fez lembrar o Supremo Castigo do grandioso Mário Quintana.
Supremo Castigo
Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que não viu?- aquele cartaz...
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próximos arqueólogos- estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!"
Quintana disse tão bem o que eu iria dizer neste último parágrafo, que sinto-me satisfeito. Não é mais necessário palavra alguma.
Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 14h41
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