Mais um!
Raras vezes assisto televisão, eventualmente algum filme – que em geral são locados. Mas sei que começará o Big Brother Brasil 5. Sei também que as regras serão mudadas para sustentar uma quinta edição do programa.
Como? Talvez por estar nas páginas da Internet, ou nas conversas pela rua. Como que sustenta um programa deste? Sustenta-se pela pelação. Desculpe-me, aliás, pela apelação.
Já não adianta mais. Está escancarado. Para alguns olhos parece que o acaso transmitiu os peitos da fulana, ou sua bunda enquanto abaixava-se. Ah, também apareceu um biquíni, é verdade, mas tão pequeno que deixou as pessoas na dúvida se era verde ou azul. E no colégio, nas salas de aula – ou na dos professores- todos discutiam a cor do biquíni.
Entendo pessoas que sentam na frente da televisão para ver a mulher de peitos grandes. Ou até mesmo um lençol se mexendo na imagem pouco nítida, mas que no outro dia está estampado no jornal: Fulano e Ciclana fazem sexo na frente das câmeras. E vou querer que um menino de 12 anos não assista? Ou uma menina para ver a barriguinha do Fulano.
Há um tempo atrás estava no clube da cidade. Fazendo, sei lá, digamos que jogando ping-pong. Sai um casal perguntando se o Big Brother já começou. Olhei para a TV e vi uma moça rebolando. De pronto um componente do casal diz “é a argentina!”. E entra os comerciais e apuram-se para chegarem em casa antes de recomeçar o programa.
Um momento depois, uma cinco mulheres perguntam se já saiu o resultado. Elas eram tão íntimas do programa que poderiam chmá-lo apenas de Big.
- Não sei.
- Tá, mas quem é que ganhou?
- Não sei.
- Mas já deu a votação?
Após responder o questionário, uma delas diz que vai começar. Sentam-se na frente da televisão lamentando que a reunião demorara.
Já está um exagero. Então que comprem a playboy. Ah, na edição da playboy vai estar uma participante do programa. Mas comprem igual, ao menos assim não tem que ficar até o final do programa acordado para ver os peitos das mulheres.
E as que procuram fofocas que continuem a olhar. Como disse Quintana, um dia de chuva é excelente para comprar um livro de poesia. Quem perguntar porquê, de nada adianta comprar um livro de poesias.
Pois então, não posso tentar mudá-los radicalmente, meus caros leitores. Mas reflitam e vejam até que ponto é vantagem (se é que encontrarão vantagem nisto). Talvez agora já haja leitores que não chegaram até a presente linha pois já começara o Big Brother.
Escrito por Mário Eugênio Saretta Poglia às 15h31
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